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São Gonçalo

SÃO GONÇALO – NOSSA TERRA, NOSSA HISTÓRIA.

 

 

Foi o viajante francês Jean Lery quem, em 1557 fez a primeira referência escrita que se conhece, às terras do hoje município de São Gonçalo. Em seu livro “Viagem às terras do Brasil” ele comenta que encontrou aldeias indígenas em torno da baía que nós hoje chamamos de Guanabara e localizada a Ilha de Itaoca, como o ponto de uma delas.

 

Foi, também, na Ilha de Itaoca onde ocorreu a primeira tentativa oficial de colonizar a região. Em 1565, documento de concessão do primeiro lote de terra em nossa região. Mas essa primeira tentativa de colonização fracassou, porque os bravos indígenas Tamoios (da família Tupinanbá), que dominavam a região desde Cabo Frio até Angra dos Reis, lutavam para impedir a fixação dos Portugueses. E só mais tarde, com a intervenção de Estácio de Sá e Mem de Sá, expulsando os franceses invasores do Rio de Janeiro, perseguiram, também, os indígenas até arrasarem suas aldeias no entorno da Baía, empurrando-os para as serras, só então é que os colonizadores portugueses puderam se fixar por aqui.

 

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                                                                                                Ilha de Itaoca

 

 

 

 

Coube a Gonçalo Gonçalves, “o velho”, receber em 06 de abril de 1579, terras “com mil braças de largo e 1500 de comprido, em Suassunhã do Porto de Birapitanga”. Certamente, esta não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira sesmaria que a Coroa Portuguesa doou, na área onde cresceu o município de São Gonçalo. Sabe-se que antes de Gonçalo Gonçalves outros registraram sua presença, contudo, não conseguiram fixar-se e fazer progredir sua sesmaria.

 

Foi Gonçalo Gonçalves, quem conseguiria o intento de fixar-se e nos limites de sua propriedade ergueu a capela do santo de sua devoção – São Gonçalo de Amarante, que acabaria dando o nome da cidade que cresceu e progrediu a partir de sua capela, erguida às margens do rio Guaxindiba. Mais tarde, em 1779, a capela foi transferida para as margens do rio Imboassú, maiôs ou menos no local hoje conhecido como Zé Garoto.

 

Em 1647, foi criada a paróquia e logo depois, a freguesia de São Gonçalo do Amarante. A partir daí, pacificada, a região experimenta uma fase de grande progresso, iniciada com a exploração do Pau Brasil e, logo depois, o início da cultura da Cana-de-Açucar. No relato do viajante francês Jean Lery,”havia nesse tempo obra de 30 engenhos e fábricas de aguardentes, 10 fornos de telha e tijolo”. O primeiro desses engenhos chamava-se Nossa Senhora das Neves, dos descendentes de Antônio Marins e dele só restou o nome “Neves” do bairro onde se localizava. A laranja, que já era cultivada nas aldeias indígenas da Ilha de Itaoca, expandiu-se por toda a região durante três séculos e, até os anos 40 do século XX, era uma das principais riquezas do município.

 

 

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                                                                              Paróquia de São Gonçalo do Amarante

 

 

 

As grandes propriedades rurais aparecem e constroem-se fazendas suntuosas como as do Engenho Novo (do Barão de São Gonçalo), que em 1854 recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II; a fazenda Quintanilha, a do Engenho Pequeno. A primeira está desaparecendo progressivamente, embora tombada como patrimônio histórico e arquitetônico; da Quintanilha restam ruínas e do Engenho Pequeno, nada resta. Ficou apenas s fazenda columbandê, restaurada e que serve de sede do batalhão florestal da Polícia Militar.

 

 

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                                                                                           Fazenda Colubandê

 

 

 

Distrito de Niterói desde 1835, quando o Império transformou a Praia Grande em município, São Gonçalo conseguiu desmembrar-se da antiga capital em 22 de setembro de 1890 e em 12 de outubro do mesmo ano foi declarado município. Mas durou pouco a autonomia, em 8 de maio de 1892, volta a ser anexado a Niterói, juntamente com os seus distritos de Itaipu e Cordeiro. Mas o povo gonçalense já não aceitava a dependência e conseguiu a emancipação definitiva a 17 de dezembro do mesmo ano de 1892, embora o ato oficial só tenha tido efeito em 23 de fevereiro de 1893, quando o município foi reinstalado e empossada a Câmara Municipal. O primeiro nomeado foi o coronel Ernesto Francisco Ribeiro, que tomou posse em 1904. O primeiro prefeito eleito foi o Dr. Álvaro Lopes, em 1924.

 

A “Revolução” Industrial em São Gonçalo, ocorreu na década de 40, embora as primeiras fábricas tivessem aparecido antes mesmo do império, com os engenhos de cana e as cerâmicas de telhas e tijolos. Depois vieram os marceneiros e fabricantes de móveis e utensílios de madeira, face a fartura de madeira na região. Mas a fase verdadeiramente industrial expandiu-se  nos anos 40, quando o parque industrial se diversificou e ganhou expressão nacional.

 

Para aqui vieram as primeiras indústrias de pescado (Sardinhas Tangará e Netuno), A cerâmica industrial Porto da Pedra, uma engarrafadora de água mineral chamada – água mineral São Gonçalo, fazendo sucesso no mercado nas décadas de 40 e 50, a fábrica de cimento Portland Mauá, a eletroquímica fluminense, a vidreira do Brasil, Fiat Lux de fósforos de segurança, dentre outras, todas extintas – foram os pontos mais altos de um parque fabril diversificado, constituindo-se o que chamavam a Manchester Fluminense, dos anos 50 e 60.

 

Atualmente, novas indústrias buscam manter o padrão de industrialização do passado e seu valor econômico : Os Laboratórios B.Braum, a Getec, a Plastigel, a Hartmann, o Laboratório Herald´s, kerneos do Brasil, Polimax Brasil, o Estaleiro Cassinú e a Techlabor são algumas das novas e grandes empresas, que somadas a um comércio movimentado e uma boa rede de serviços mantém São Gonçalo como um dos mais importantes municípios do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

 

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